1 Fechou-se a asa; uma pena desprendida cai no sonho ao sabor do vento errante, sem destino de aterrar... Será na terra ou no mar?, ou eternamente vogará pelo vento e pelo ar sem se querer jamais deter? Poisar! ... ... Suspirei por uma pena assim errante e viajante que me levasse deste casulo fora a outro ar e outro mar, a outro mundo... a outro olhar. Fechou-se a asa, o sonho cai e aquela pena desprendida, sem destino de aterrar, perdi-a de a ver, de tanto a querer, laçá-la não poder e não fazer que me levasse... E o vento forte de inverno, o vento que acariciou a pena e a levou ri-se já de mim: que não vôo! Levanta-me alto, e lança-me ao inferno. Tudo negro entre as chamas não há cor que me atice a alma e me devolva aquela branca, emplumada, raíz de sonho que se fechou num bater de asas. 2 Ah! Que vontade a minha de gritar. Querer chegar-te, dizer-te, sussurrar-te. Suplicar por conhecer-te... Inundas-me a alma de sonhos E mais não posso sonhar sem ti. Chamei-te o arco-íris dos meus olhos C™r da alma cinza que carrego Que se alegra apenas quando estás. És filha do Sol e da Chuva E Mãe dos meus sonhos de criança... Oh! Se eu te tivesse sabido há mais tempo, Quão mais feliz teria sido... E hoje, quem sabe?, o arco-íris Serias inteira E todos os arco-íris seriam teus. E a minha alma, de cinza carregada, Outra seria: de cores feita, Brilhante, linda e abrangente Como os raios de Sol E as gotas da Chuva Com que te dei a existência. 3 Hija de mis sueños... No existes (aunque lo querramos) Treinta años encima y tus sue–os se transforman: No eres más que hojas teñidas de tierra... Queman tus sueños de mar. Y tus ojos pardos. (mi tristeza.)