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Deus da Sabedoria, Thoth se autogerou no começo dos tempos, juntamente com sua consorte Maat (Verdade). Em Hermópolis, sua cidade templo, era dito que de Thoth foram produzidas oito crianças, das quais a mais importante era Amon, "O Escondido", que era cultuado em Tebas como o Senhor do Universo. O nome "Thoth" é uma corrupção grega do nome original egípcio, Tahuti. Suas formas animais são o íbis e o babuíno. Como íbis ele voa no céu, e como babuíno, saúda o sol nascente. Como símbolo da palvra criadora, ele é a língua de Ptah. Provavelmente a adoção da íbis ocorreu devido à iventividade egípcia, que considerou semelhante o ato do escriba de escrever os hieroglifos com o pescar da ave em meios aos pântanos do Nilo. Segundo a tradição, Thoth era poderoso em conhecimento e em discurso divino. Foi o inventor da linguagem escrita (hieroglifos) e falada. Como o Senhor dos Livros, era o escriba dos deuses e patrono de todos os escribas. A ele é creditada a invenção da astronomia, geometria e medicina. Thoth era o medidor da terra e o contador das estrelas, o mantenedor de todos os conhecimentos. Thoth era mais comumente representado como um homem com a cabeça de uma Íbis, portando uma pena e um papiro no qual ele escrevia todas as coisas. Ele era mostrado como participante em quase todas as principais cenas envolvendo os deuses, mas especialmente no julgamento dos mortos. Ele servia de mensageiro dos deuses, e por tal foi comparado ao deus grego Hermes. Acreditava-se que era o autor de diversos textos religiosos importantes, entre eles o "Livro dos Mortos". Deste texto apreendemos como ocorria o julgamento dos mortos na Sala de Maat: O morto se apresentava ao tribunal Divino, onde era acolhido por Maat, e conduzido à sala onde se encontram 42 deuses-juízes, correspondente aos 42 nomos ou províncias do Egito, sob a presidência de Osíris. De súbito, Anubis e Hórus colocam num prato da balança o coração do morto, e no outro prato está uma pena. Se o coração se revelar "leve como a verdade", Thoth, o escriba divino estenderá o relatório e o apresentará a Osíris. Thoth participava nos mitos de Osiris como seu vizir. Ele é um deus lunar, e é também o deus do tempo, da mágica, e da escrita. Quando o Sol desaparecia, ele tentava amenizar a escuridão com sua luz. Thot servia, ainda, como árbitro entre os deuses. Na lenda de Osíris, ele protegeu Ísis durante sua gravidez e curou o seu filho Horus quando Seth arrancou seu olho esquerdo. Acreditava-se que ele e Maat ficavam em cada lado do barco de Rá (o Sol) enquanto este cruzava os céus. A ele credita-se a invenção das artes herméticas, e assim o baralho de Tarô, o qual é freqüentemente referido como "O Livro de Thoth". Thoth representa a Sabedoria como a mais alta função da nossa mente. Ele é o guardião entre os reinos racional e o intuitivo. Ele permite a expressão articulada da intuição, mostrando o caminho além das limitações do pensamento.
Fontes:
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