56º Aniversário de Lucélia


HISTÓRICO

56º ANIVERSÁRIO DE LUCÉLIA - 24 de junho de 2000 "Capital da Amizade"



Formado em engenharia civil em 1914, Luiz Ferraz de Mesquita, iniciou sua atividade profissional, na demarcação judicial das terras da Fazenda Monte Alegre, à margem direita do Rio do Peixe, quando a Estrada de Feno Sorocabana atingia com suas linhas, em tráfego, a cidade de Assis. Monte Alegre é denominação vaga que servia para designar todas as terras entre o Rio do Peixe e Aguapeí, aproximadamente de Bastos até a barranca do Rio Paraná, O trabalho de demarcação terminou em 1918 e ele recebera terras como pagamento de seus serviços. Na abertura de uma das picadas, quando atravessavam um dos afluentes do Rio do Peixe, perderam-se três balizas, então o denominaram de Ribeirão Baliza. Ainda em 1918, empreendeu Luiz Ferraz de Mesquita a primeira abertura de uma clareira na mata virgem à margem esquerda do Ribeirão da Baliza, onde se localizaram as primeiras famílias chefiadas pelo patriarca Benedito Lopes.



Dr. Luiz Ferraz de Mesquita.



Todavia, a colonização da referida região foi iniciada praticamente por volta de 1927, quando o Dr. Luiz Ferraz de Mesquita, iniciou a abertura e formação da Fazenda Baliza e a seguir da Santa Cecília. Nessa mesma época chegaram pela Sorocabana, imigrantes Russos e outros Eslavos que negociando com o Dr. Luiz Ferraz de Mesquita, se estabeleceram nos bairros de Baliza e Água Grande. A gleba que iria formar a Fazenda Baliza e Santa Cecília foi ligada à José Theodoro (Martinópolis), de onde Luiz Ferraz de Mesquita passou a orientar e dirigir os trabalhos de desbravamento e colonização.

Os colonos, principalmente estrangeiros que compravam terras de sua propriedade, tinham que parar no Baliza para iniciar a derrubada nas terras que haviam adquirido, o que fez dela um patrimônio centro de colonização, tendo o Dr. Mesquita feito instalar uma serraria e uma máquina de beneficiar arroz. Em 1929, João de Arruda, abrindo uma clareira na mata virgem, construiu o primeiro rancho, dando origem ao patrimônio denominado "Zona da Mata", que alguns pretendem seja a origem da atual Lucélia. Na realidade não passou de 10 ou 20 casas e corresponde presentemente ao local ocupado pelo cemitério e algumas chácaras. A cidade de Lucélia, sede do município do mesmo nome não surgiu ao acaso, mas de plano urbanístico e econômico racional idealizado pelo engenheiro Luiz Ferraz de Mesquita. Parece que para não arcar sozinho com toda responsabilidade de venda de lotes, procurou associar-se ao Sr. Max Wirth e à C.A.I.C. (Companhia de Agricultura, Imigração e Colonização).


Em 1939, se deu a fundação de Lucélia, no município de Martinópolis e a 6Km do distrito de Baliza.


O nome carinhosamente arranjado pelo Dr. Mesquita com o objetivo de lembrar seu nome e de sua esposa. O nome foi formado com a primeira sílaba de seu nome, "Lu" e com a primeira sílaba do nome de sua esposa Cecília, "Ce", mais a terminação "lia", comum nas cidades da região que em geral tinham nomes femininos. Feito o traçado da cidade, ergueu-se na avenida principal que é o ponto mais alto do espigão divisor das águas do Peixe e Aguapeí, uma capelinha na qual em 24 de junho de 1939 foi rezada a primeira missa do povoado pelo padre Gaspar Coriez Aguilíar. Lucélia desenvolveu-se rapidamente em virtude da pujança econômica das terras.


É curioso observar que até 1944 as terras de Lucélia pertenciam às Comarcas de Araçatuba, Valparaízo e Presidente Prudente e aos municípios de Araçatuba, Gruararapes, Martinópolis, Tupã e Valparaízo. A própria povoação estava assim dividida: do lado direito da Avenida Internacional, do inicio até a atual praça José Firpo, pertencia ao município de Guararapes; continuando do mesmo lado até o local onde estava a Indústria de Óleo Granol, pertencia ao município de Valparaízo. Do lado esquerdo da Avenida Internacional do início até a altura da Granol pertencia ao município de Martinópolis. Graças ao prestigio de seu fundador, Lucélia foi elevada de uma só vez à categoria do Distrito de Paz. Município e Comarca pelo Decreto Lei N.º 14.334 de 30 de novembro de 1944. O município de Lucélia foi criado com sede no povoado do mesmo nome e com terras desmembradas dos municípios de Andradina, Valparaízo, Guararapes, Martinópolis, Presidente Prudente. Presidente Bernardes, Santo Anastácio e Presidente Venceslau.

O referido município contou inicialmente Gani os distritos de paz de Aguapeí do Alto (Flórida Paulista) Cuaranjúva (Pacaembu) e Gracianópolis (Tupi Paulista). A partir de 1939, Luiz Ferraz de Mesquita fez tudo por Lucélia e conseguiu oito estradas convergentes, sendo três de acesso à Estrada de Ferro Sorocabana (Rancharia, Martinópolis, Presidente Prudente), três para a Estrada de Ferro Noroeste (Valparaizo, Guararapes e Araçatuba) e as duas de saída e chegada pelo espigão da Companhia Paulista.


Em 1941, conseguiu da Companhia Paulista de Estrada de Ferro a fixação do traçado da Ferrovia que deveria atravessar a cidade, fixando assim, de maneira definitiva o seu arruamento que é o atual. Acertaram que a Companhia Paulista ficaria com os trilhos parados em Lucélia por um certo período e em compensação o Dr. Mesquita lhe cederia graciosamente todos os terrenos destinados à Estação, Armazéns, residências e a faixa necessária para seu prosseguimento. Em 1945 os trilhos estavam parados em Tupã e as cidades da região, daí para frente, dependiam dos gêneros que eram transportados por Ferrovia até essa cidade e por Rodovia com auxílio da Companhia Paulista do Transporte (C.P.T.). O Presidente da Companhia Paulista, Dr. Heitor Freire de Carvalho, também presidente C.A.I.C., que comprou da "Boston Catie Company Limited", as terras em que se encontra hoje Adamantina. Decidiu que os trilhos da Ferrovia não parariam em Lucélia, mas em suas terras.


Para isso começou a sabotar Lucélia, inclusive excluindo-a do itinerário da C.P.T. Seus habitantes, para despachar ou retirar mercadorias tinham que ir à Adamantina ou Osvaldo Cruz. Quando os trilhos chegaram a Lucélia e ameaçaram prosseguir em direção à Adamantina (propriedade do Dr. Heitor), onde de fato parou por vários anos. O Dr. Mesquita exigiu indenização, já que o compromisso anterior não tinha mais razão de ser. A Companhia Paulista não respeitou e continuou o trabalho de portes e aterros. Para forçar a paralização dos trabalhos, construiu o Dr. Mesquita. uma casa no aterro impedindo assim a passagem dos trilhos. Nessa casa foi montado um barzinho. Essa situação permaneceu sem solução por mais ou menos um ano. O povo fazia chacota e perguntava tanto pela solução, que o proprietário do barzinho colocou uma placa com a seguinte inscrição: "Não sei de nada".

A Companhia Paulista procurou por todos os meios sustentar a legalidade daquela promessa de doação feita por escrito pelo Dr. Mesquita mas acabou se convencendo da inutilidade desse intento e solicitou do Governo do Estado a declaração de utilidade pública da área para fins de desapropriação. Logo após, uma assembléia geral da empresa destituiu o Dr. Heitor Freire de Carvalho e elegeu o Dr. Jaime de Ulhoa Cintra que era amigo do Dr. Mesquita. Com esse fato terminou a pendência amigavelmente e os trabalhos prosseguiram.


Com a elevação de Lucélia a município na época da Ditadura, o seu primeiro prefeito foi por nomeação do interventor estadual, que na época era o Sr. Adhemar Pereira de Barros, concunhado do Dr. Luiz Ferraz de Mesquita em quem recaiu a nomeação de prefeito.



PREFEITOS DE LUCÉLIA


Desde a elevação de Lucélia a município, somente o Dr. Luiz Ferraz de Mesquita fora nomeado Prefeito pelo Interventor Estadual (Governador do Es-tado). Todos os demais foram eleitos democraticamen-te:

1. Dr. Luiz Ferraz de Mesquita - 01/01/45 - 31/01/48

2. Gumercindo de Brito - 01/02/48 - 31/01/52

3. Vicente Batista de Alenear- 01/02/52 - 31/12/55

4. José Firpo - 01/01/56 - 31/12/59

5. João Garcia Maldonado - 01/01/60 31/12/63

6. Arnaldo Pozetti - 01/01/64 - 31/01/69

7. Antônio Pernomian - 01/02/69 - 30/01/73

8. WiIson Campagnoni - 31/01/73 - 31/01/77

9. Jorge Abdo Sader - O1/02/77 - 31/01/83

10. Antonio Pernomian - 01/02/83 - 31/12/88

11. Jorge Abdo Sader - 01/01/89 - 31/12/92

12. Antônio Pemomian - 01/01/93 - 31/12/96

13. Carlos Ananias Campos de Souza - Em exercício.

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